2010 está ensaiando sua despedida com chuva, resultado desse verão impassível: que chegou agora sem fôlego, assim como o início turbulento deste ano - que apelidei queridamente de JK. Lembra-se daquela perspectiva de um dos nossos presidentes mais visionários: 50 anos em cinco? Pois é, 2010 pra mim foi assim - no mínimo cinco em um.
Ao contrário do que muitos comentam no elevador, na fila do banco e até na longa espera nos salões de beleza: "o ano voou", pra mim ele veio arrastado: mostrando suas faces, vagarosamente.
Talvez tenha sido o período da vida em que mais soube observar a duração do tempo. Olhar atento ao relógio - nas noites em que o sono não vinha, ou talvez nos impasses dos fechamentos da vida: os ponteiros foram amigos bipolares, caminharam no compasso, lado a lado.
Foi nessa trajetória em que fui dando conta de direcionar caminhos - conturbados e perdidos, de início, como esse verão que desponta em nossas janelas. Mas uma hora veio a boa brisa e tudo ficou mais claro, sereno.
O que quero dizer, querido leitor, com todas essas badaladas do relógio, é que este conto está longe de ser uma promessa cheia de votos de felicidade para o próximo ano que bate na porta.
Este talvez seja um daqueles textos que traga a tona o novo, a mudança e as escolhas.
Descobri, com essa nova amizade com o tempo, que as nossas escolhas caminham sempre para o novo - e novidade, como bem sabemos, nem sempre nos agrada ao mostrar sua face.
2010 chegou até mim com um estalo: ACORDA e os ponteiros rodaram e rodam, não param. 2010 veio com um gosto estranho, difícil de engolir e, para a minha surpresa, me surpreendeu em cada um dos seus 365 dias. E arrisco em dizer que ainda está sendo uma bela surpresa.
Por conta disso e, talvez, por hoje lidar melhor com o "jogo da vida", e saber diferenciar melhor o que é expectativa e o que faz parte da realidade, eu desejo a você: querido leitor, que 2011 te surpreenda ainda mais. Porque felicidade, nós sabemos, custa um pouco mais caro e se surpreender ainda é muito mais divertido.
Ao contrário do que muitos comentam no elevador, na fila do banco e até na longa espera nos salões de beleza: "o ano voou", pra mim ele veio arrastado: mostrando suas faces, vagarosamente.
Talvez tenha sido o período da vida em que mais soube observar a duração do tempo. Olhar atento ao relógio - nas noites em que o sono não vinha, ou talvez nos impasses dos fechamentos da vida: os ponteiros foram amigos bipolares, caminharam no compasso, lado a lado.
Foi nessa trajetória em que fui dando conta de direcionar caminhos - conturbados e perdidos, de início, como esse verão que desponta em nossas janelas. Mas uma hora veio a boa brisa e tudo ficou mais claro, sereno.
O que quero dizer, querido leitor, com todas essas badaladas do relógio, é que este conto está longe de ser uma promessa cheia de votos de felicidade para o próximo ano que bate na porta.
Este talvez seja um daqueles textos que traga a tona o novo, a mudança e as escolhas.
Descobri, com essa nova amizade com o tempo, que as nossas escolhas caminham sempre para o novo - e novidade, como bem sabemos, nem sempre nos agrada ao mostrar sua face.
2010 chegou até mim com um estalo: ACORDA e os ponteiros rodaram e rodam, não param. 2010 veio com um gosto estranho, difícil de engolir e, para a minha surpresa, me surpreendeu em cada um dos seus 365 dias. E arrisco em dizer que ainda está sendo uma bela surpresa.
Por conta disso e, talvez, por hoje lidar melhor com o "jogo da vida", e saber diferenciar melhor o que é expectativa e o que faz parte da realidade, eu desejo a você: querido leitor, que 2011 te surpreenda ainda mais. Porque felicidade, nós sabemos, custa um pouco mais caro e se surpreender ainda é muito mais divertido.
0 comentários:
Postar um comentário